ORAÇÃO PARA A BEATIFICAÇÃO DO SERVO DE DEUS DOMINGOS EVANGELISTA PINHEIRO

Pai Santo,/ vosso amor misericordioso se manifestou,/ copiosamente,/ no coração sacerdotal de vosso filho amado Domingos, / zeloso e sábio,/ simples e acolhedor. Concedei-nos a dádiva da beatificação deste Homem de Deus,/ sacerdote justo e bom./ Reconhecidos que somos ao considerar sua sabedoria espiritual,/ dele nos faça aprendizes,/ inundando-nos no vosso amor misericordioso. Certos de sua presença na presença amorosa e infinita do vosso amor, Pai Santo,/ confiantes,/ por intercessão do amado Servo de Deus Domingos,/ vos pedimos a graça………/ Comprometemo-nos em fazer o bem,/ cuidar dos pobres,/ proclamar a Palavra/ e fazer, de todos os irmãos e irmãs,/ Auxiliares da Mãe da Piedade,/ fecundando corações e mentes,/ ambientes e sociedade / com a convicção do amor maior!/

Amém.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Servo de Deus Domingos Evangelista Pinheiro foi um homem de Deus. Ele passou servindo a Deus e beneficiando aos homens. Toda sua vida foi admirável, mas sua pureza de costumes, os benefícios de suas obras apostólicas e a confiança na providência Divina diante dos sofrimentos foram suas características predominantes.

Como reconhecimento a tanta benemerência, a Santa Sé, honrou-lhe com o título de Servo de Deus. Em 1905, o papa Pio X referiu-se a ele, destacando sua integridade, tenacidade, o zelo religioso para com o ministério, a atividade missionária, o labor e o cuidado em favor dos pobres, dos órfãos, dos enfermos.

Servo de Deus Domingos era lembrado também por saber juntar a santidade das obras à simplicidade da vida. Era um protótipo de pureza e caridade, que eram a luz e o calor de sua alma. Trabalhou sem trégua e sem férias durante mais de meio século de sacerdócio.

Domingos nasceu na vila de Caeté – MG, em 21 de julho de 1843. Cresceu frequentando o Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

Entrou para o seminário de Mariana, e sua ordenação aconteceu no dia 17 de janeiro de 1869. Sua primeira missa foi celebrada em cinco de fevereiro de 1869. Nessa missa foram proferidas palavras que tiveram perfeita realização na pessoa de Domingos: “Deus prefere os fracos aos olhos do mundo… E os faz fortes pela graça.”

Sua missão enquanto padre foi crescendo e, sendo grande devoto de Nossa Senhora da Piedade, em 1892, fundou a Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade. Servo de Deus fundou a Congregação com doze jovens, sendo que algumas delas eram negras e filhas de escravos. Contra todo tipo de discriminação, acreditando que todos somos filhos de Deus, manteve seu coração aberto as bênçãos dos céus e estendeu estas graças às demais gerações.

Servo de Deus Domingos era conhecedor do coração humano, dizia ele que: “No confessionário, no púlpito e na direção das almas o segredo do êxito está em levá-los pelo amor a Deus e não pelo temor… Um sermão aterrorizador  tem um efeito muito efêmero. Quando se chega a inculcar o amor de Deus nas almas, as coisas deste mundo não desviam mais do seu divino Norte, a bússola da alma –  o coração.”

Em confessando a um fiel, Servo de Deus abraçava-o e dizia: “Derrama no meu o teu coração. Nada receeis, tem toda confiança.” Servo de Deus Domingos se fez hóstia viva do amor a Nosso Senhor. Assim como o fogo alumia, abrasa e queima,  também a graça de Deus, fogo de divino amor, comunica às almas o brilho da pureza, o calor da caridade e o holocausto dos sofrimentos. Ele tinha sempre em mente as formais lições do divino Mestre: “Quem não carrega a sua cruz, não pode ser meu discípulo.”

Domingos Evangelista era um mestre na ciência do sofrimento, tão ignorado pelo mundo. Em 1924, faleceu, entregando seu espírito a Deus, não como quem morria, mas sim docemente, como uma criança ao adormecer nos braços de sua Mãe.

E assim foi sua história, uma alma cheia de nobreza cristã e dignidade sacerdotal, um espírito cheio de graça, um coração cheio de caridade, transbordante para todos, um semblante sempre alegre e jovial, num corpo sempre sofredor, apesar de avantajado na estatura e estrutura. Uma fisionomia extraordinariamente simpática, de cor branca e olhos azuis, emoldurada por cabelos alevantados e alvíssimos. Eis um ligeiro perfil desse grande mineiro, desse grande patriota, desse grande sacerdote, sempre querido de Deus e dos homens, para sempre abençoado.

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