“Senhora da Piedade”

A expressão mais antiga da devoção a Nossa Senhora da Piedade foi encontrada em Portugal: uma pintura de Nossa Senhora, assentada ao pé da cruz, com o Filho morto nos braços, que pertenceu a uma Irmandade já existente antes de 1230 e foi encontrada no claustro da Sé, em Lisboa. Essa imagem inspirou muitos corações para fazer o bem. 

Portugal foi o berço de onde se espalhou a devoção da Virgem da Piedade, para todo o mundo. Diante das tribulações muitos se identificaram com as dores de Maria e assim elevavam suas súplicas à Senhora da Piedade, onde encontravam conforto e esperança naquela que a muito havia sofrido.

A arte apropriou-se da fé e da devoção para expressar em riqueza de detalhes a confiança filial do povo em Maria, a Senhora da Piedade. No auge do renascimento, Michelangelo esculpiu com singular perfeição a imagem da Pietá que se destacou pela beleza e profundidade da expressão religiosa. O autor manifestou em ambas as faces, a antítese da máxima dor e serenidade.

A Pietá, muitas vezes, não nos deixa perceber o tema que foi sua primeira inspiração. Não nos reporta somente à ideia de refletir as dores de Maria e a morte de Jesus. Ela não congela uma cena estática, pois transcende à reflexão da perda. Ora se revela e ora se faz mistério. Vai além dos grandes questionamentos da existência humana: vida e morte. 

Na expressão de Nossa Senhora da Piedade, Maria não está somente com seu filho nos braços, Ela carrega consigo duas grandes paixões: Cristo e a humanidade. Nesta atitude de acolhida e presença, convoca o indivíduo para a fraternidade, e nos faz crer que da dureza da cruz emana o mais nobre gesto de afeto e partilha.

A Senhora da Piedade nos ensina que ter piedade é querer e desejar a presença de Deus, é trazer para próximo Dele os Seus filhos. Mais do que preceito de cuidar do Templo-pedra, o que importa é cuidar do humano, para que este se assemelhe ao divino.

Quando os portugueses vieram para o Brasil, além dos sonhos de explorar novas e ricas terras, trouxeram seus costumes e suas crenças. Uma das belezas que deles herdamos foi a devoção à Senhora da Piedade, que tomou grande extensão no território brasileiro e conquistou seu espaço em meio aos corações sofredores.

Em meio a tantas moradas, uma se destacou por ser a mais bela, a mais imponente e a que mais se assemelhou à história da Virgem no Monte Calvário: A Capela da Serra, em Caeté-MG, que ganhou o nome de Serra da Piedade, onde, mais tarde, foi instituída como Santuário e estabeleceu uma forte devoção à Virgem da Piedade e que concedeu ao estado de Minas Gerais a graça de tê-la como padroeira. 

Coroa das Dores de Nossa Senhora da Piedade

A coroa das Dores de Nossa Senhora é uma devoção que faz parte do cotidiano das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade. Unidas aos sofrimentos de Jesus e  Maria fazemos memória dos tantos sofrimentos por que passa a humanidade e através de nossa oração, pedimos a intercessão da Mãe da Piedade para que que socorra todos aqueles que necessitam.

Introdução 

D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.  

Primeira Dor – Profecia de Simeão:Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando ouviu a profecia do santo velho simeão.

Simeão os abençoou e disse a Maria: “Eis que esse menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma” (Lc 2,34-35).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Segunda Dor – Fuga para o Egito: Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando se viu obrigada a fugir para o Egito, conduzindo seu Divino Filho recém-nascido.

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito” (Mt 2,13-14).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém: Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando perdeu seu Divino Filho no templo.

“Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele” (Lc 2,43b-45).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário: Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando encontrou seu Filho Jesus com a pesada cruz às costas.

“Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam” (Lc 23,26-27).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus: Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando cruxificaram seu Divino Filho entre dois ladrões.

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe!” (Jo 19,15-27a).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da cruz:Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando desceram seu Divino Filho da Cruz e O depositaram em seus santíssimos braços.

“Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz” (Mc 15,42).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro:Contemplamos a dor que sentiu Maria Santíssima, quando depositaram seu Divino Filho no sepulcro, ficando Ela em triste soledade.

“Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus” (Jo 19,40-42a).

1 Pai-Nosso; 7 Ave-Marias
Glória ao Pai…
D- Salve ó Virgem Dolorosa, amparo dos degredados.
R- Daí-nos pelas vossadores a dor de nossos pecados.

Oração Final
Senhor Jesus Cristo, interceda por nós, agora e na hora de nossa morte, ante vossa clemência, a bem aventurada Virgem Maria, Vossa Mãe, cuja alma sacratíssima foi transpassada por uma espada de dor, na hora de Vossa Paixão. Por Vós o pedimos, ó Jesus, Salvador do mundo, que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

 

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